terça-feira, 11 de setembro de 2012

Preciso te contar que eu enfim achei um lugar onde descansar o coração, o sorriso, o sossego. Preciso te dizer que naquela noite em que a gente viu o dia amanhecer junto mesmo separados por cruéis trezentosesessentaecincokms, eu desejei praquela estrela cadente que eu disse que vi passar que eu fosse irremediavelmente sua. Desejo bobo de um coração bobo. Até parece que àquela altura eu já não era irreparavelmente e imensuravelmente tua. Deixa eu te dizer pra que você saiba que antes mesmo de ver o teu sorriso, eu já queria ser o motivo dele, e que muito antes de você aparecer na minha vida eu já sabia que um dia você estaria aqui pulsando do lado esquerdo do meu peito. Eu nem preciso te falar que o meu sorriso é muito mais feliz contigo, e nem que os meus olhos brilharam e brilharão sempre como se fosse sempre a primeira vez quando te vêem. Eu sempre procurei alguém que valesse o meu sorriso, e as minhas lágrimas também, e enfim eu constatei que é “quando o coração distrai que a sorte vem”. Porque você é a minha sorte de um amor tranquilo, o meu lado maduro, o meu querer intenso, o desejo ilimitado, a minha casa dentro do teu abraço na nossa cama pequena ao som do ar condicionado ligado, as minhas músicas preferidas, o riso aberto de peito aberto e sem reservas, sem medo. Porque você é o melhor das 6h da manhã até às 5:59h da madrugada, e até as tristes despedidas tem um sabor bom na boca de um “amor, não se preocupa que já já eu me perco no teu abraço de novo.”

terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Meu Pequeno Príncipe

No começo, eu achei que o problema era minha falta de maturidade, que eu não era capaz de entender toda aquela filosofia. Depois eu achei que eu tinha era pouca sensibilidade em não enxergar aquela beleza. Eu, hoje, me dou ao direito de simplesmente discordar dele e daquela rosa chatinha que ele deixou naquele mundinho cheio de nada. Porque não, eu não sou eternamente responsável pelo que cativar. Eu não seria capaz de retribuir o amor de nada estúpido o suficiente para achar que o amor não é algo consentido. Eu nunca me deixei apaixonar á revelia, eu escolhi as pessoas para quem me entreguei e jamais poria em alguém que eu amo a responsabilidade de me amar para sempre. Porque se meu príncipe saísse por vários planetas, eu não o deixaria ligado a mim pela infelicidade que é minha prisão. É triste que não se consiga seguir em frente e mais triste ainda não deixar quem se ama seguir. Por que se ele conhecer e amar novas rosas, que ele certamente vai achar em suas andanças, eu não quero que ele guarde a tristeza de saber que eu estou sofrendo. E um dia eu vou saber que assumir minhas escolhas, libertar quem eu amo me tornou mais sensível e madura sem ter de ouvir esse príncipe chato e sua rosa ainda mais chata.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Joking on my alibis

A frase acima, que vem a ser título dessa postagem, é um dos versos de "Mr. Brightside", uma música de uma bandinha bobinha, The Killers, mas que por acaso eu venho a gostar (claro que eu ando longe de me orgulhar de tudo que gosto). Enfim, a música toda fala sobre sentir posse de alguma coisa que não se tem. O que, é claro, não faz sentido nenhum, causa conflitos irracionais e todas essas questões emocionais que não existiriam se nós, seres humanos, usássemos a razão nas nossas relações. Ok. Agora explicando a dos álibis. É o seguinte, quando você sente, gosta, faz coisas que você não se orgulha, você procura desculpas para esconder aquele sentimento totalmente irracional que te leva a fazer coisas totalmente idiotas. Sabe quando você vasculha na sua mente uma razão nobre para justificar um ato extremamente egoísta? Mas álibis para serem convincentes necessitam de boa interpretação, porque quanto mais distante da realidade ele for, mais ele vai exigir da tua interpretação. E, palavras de uma atriz de primeira, interpretar é uma arte, que exige mais do que lágrimas teatrais pode significar lágrimas de verdade. E no fim são nossos álibis que brincam com a gente, pelo menos comigo. Eu fiz algum sentido? Senão, juro que eu tentei.


quarta-feira, 18 de julho de 2012

Fala por mim, Caio.

Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também. Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena. Remar. Re-amar. Amar.

domingo, 15 de julho de 2012

Eu e mais todo o mundo já nos quebramos em milhares de pedaços diversas vezes. Esses cacos a gente consegue juntar um por um sempre tentando se refazer, se recriar. São pedacinhos da gente que precisam de encaixes diferentes para que tenhamos a sensação do novo, do recomeço. Hoje eu me vejo aqui, me recompondo, recriando meus caquinhos, um por um, com uma paciência não adquirida, tentando achar simetria, beleza ou algo que me traga a sensação de que está tudo bem, tudo vai ficar bem. Não é fácil se reconstruir com a autoestima dilacerada, com o coração frágil, com a fé abalada. Não é algo que me sinto à vontade em expor, mas o maior inimigo da fé somos nós mesmos, que sabemos muito bem que é mais fácil juntar todos os cacos e jogar fora do que recomeçar. Já desisti de muitos sonhos, caminhos… mas, por incrível que pareça (ou por sobrevivência), não consegui ainda desistir de mim. Eu me pego olhando meus cacos no chão. Tenho a sensação de que meus tão delicados cacos são de vitrais coloridos e que meu cuidado ao recompor resultará em alguma obra de arte. Algo que possa fazer com que esses pequenos espelhinhos consigam refletir a luz que todos insistem em ignorar. É preciso ter paciência. A minha pressa de ser feliz fez de mim uma arte mal feita. Por mim. Ainda bem que percebi a tempo, acredito. Ainda bem que acredito.