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quarta-feira, 21 de maio de 2014

A violência que é o meu Amor.

Título Alternativo: 8 ou 80.

Eu não sei ser um meio termo, fui feita de intensidade, de extremos, de sorrisos inteiros e amores arrebatadores. Isso que me move, isso que me mantém viva. Chego a padecer em um Amor morno, em um meio Amor (se é que isso existe), em um algo que não me traz adrenalina em amar. Lembro das inúmeras vezes que pedi por um Amor Tranquilo, mal sabendo eu que esse tipo de Amor não me satisfaz. Eu preciso de desafios, todos os dias. Sou viciada nos primeiros dias de Amor, e não suporto quando os olhos se encontram, mas não há mais faísca, brilho, luz. Amor pra mim precisa arder, precisa tomar o peito e deslumbrar como se nada na vida tivesse valido a pena até aquele momento, aquele momento em que você vê um sol inteiro em um sorriso inteiro de um amor inteiro. Pra mim, Amor precisa ser uma doença grave.

domingo, 18 de maio de 2014

Eu tenho um amontoado de palavras presas na minha garganta nesse exato momento e tento aos prantos organizá-las para que eu consiga aliviar a dor que sinto. Nós acabamos de nos despedir mais uma vez, e mais uma vez você despedaçou meu coração em tantos pedaços que mesmo com a freqüência que isso acontece sempre penso que não serei capaz de junta-lo novamente. Paro e penso no quanto eu parto o seu pequeno coraçãozinho em cada despedida e me sinto ainda menor, ainda mais egoísta, ainda mais injusta.
A cada abraço de saudade vem a lembrança do abraço da despedida, e da sempre presente frase “Mãe, tu fica comigo?” É aí, nesse instante, que meu coração todo rachado se esfarela em pó. Não é fácil te dizer entre os soluços do meu choro que eu sempre estou com você. Não é fácil. Eu volto pro lugar que chamo de lar, e quem me recepciona é a solidão, porque acabei de me despedir da minha alegria de viver, do meu sorriso perfeito, do meu coração que bate dentro de outro alguém.
Theo, espero que um dia você compreenda meus motivos, espero que um dia eu consiga te olhar nos olhos e enxergar a compreensão que eu preciso e o perdão que eu imploro sempre que vejo você partir. Espero que você nunca duvide do meu amor por você e que um dia eu consiga, enfim, ter a paz do teu abraço e a minha remissão de todas as escolhas tão erradas que fiz. Você é meu tudo, meu mundo, meu eu. Amo você mais que minha própria vida.

Com Amor,
Mamãe.





sexta-feira, 16 de maio de 2014

15 verdades sobre o casamento.

Quando casei a primeira vez (o famoso “me amiguei”) achava que o casamento era o elo mais lindo que duas pessoas poderiam ter, pois envolvia cumplicidade, amor, dedicação, esmero, e uma dose excessiva de amizade. A maior prova que eu não sabia de nada: Me separei. Bem, casei uma segunda vez (dessa vez como manda os conformes) e achei que já sabia de algumas coisas essenciais para um bom casamento, afinal a gente aprende muito mais com os erros do que com os acertos, certo? Errado. Aliás, há um meio termo, o fato é que já ter saído de um casamento e entrado em outro não me fez alguém mais experiente, e ainda me pego me surpreendendo com umas coisinhas.

Coisinha Nº 01: Não adianta, ele não vai mudar. E principalmente, ele não vai mudar porque você quer que ele mude. Pode inventar drama, choro, raiva, acesso de raiva. Não adianta.

Coisinha Nº 02: Pode ser que você nem esteja com vontade, mas ele tá, e a gente tá ali na cama, então tá né, bora lá, ruim é que não é. Agora queira você em um momento que ele não queira. Você lembrará que a duchinha é sua melhor melhor- amiga desde sua adolescência. Amor verdadeiro e eterno. Sério.

Coisinha Nº 03: Lembra quando ele ria porque bipolaridade era engraçada? Quando deixa de ser engraçado pra ele, você virá imediatamente neurastênica de patente maior ao ver dele.

Coisinha Nº 04: O celular dele é seu maior rival e arqui-inimigo.

Coisinha Nº 05: Você vai chorar muito. E por muito e por pouco. Casar não vai te aliviar dos litros e litros de lágrimas.

Coisinha Nº 06: Existem momentos que é insuportável a presença dele, mas você não dirá para não magoa-lo. Existem momentos que é insuportável a sua presença, e ele não hesitará meio segundo par afirmar isso a você.

Coisinha Nº 07: Para o bem ou para o mal, tudo que vem, volta.

Coisinha Nº 08: Ciúme não melhora com o tempo.

Coisinha Nº 09: Os momentos espontâneos são aqueles que você vai guardar mesmo depois do fim.

Coisinha Nº 10: Na cabeça dele se eu já sei, não precisa reafirmar. Na minha cabeça, eu não sei, nunca sei, diz mais uma vez.

Coisinha Nº 11: Ele ama com o cérebro, eu sempre vou amar com o coração.

Coisinha Nº 12: Idealizar é pedir pra se decepcionar.

Coisinha Nº 13: Aquelas 793 fotos de ninfetas nuas que não tem juízo e caiem na net que estão no celular dele ferem o seu ego. Mas o importante é a masculinidade estar intacta.

Coisinha Nº 14: Se queixe para quem pode resolver o seu problema, o coitado da limpeza não tem nada a ver.

Coisinha Nº 15: Aquela coisa linda de “as metades da laranja” é lorota. Precisa ser dois inteiros, duas metades não fazem a coisa funcionar.

Da série: Coisinhas verdadeiras que vez por outra a gente precisa contextualizar.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Re-Amar.

Qual o problema em casar, e porque tudo precisa mudar tanto? ou Por que eu sempre crio tanta expectativa? CERTO, CERTO. No início eu relevava inúmeros defeitinhos, nenhum de caráter, e sim aqueles irritantes. Pra falar bem a verdade, esses defeitos se quer me irritavam. De repente, me pego contando até 10 a cada vez que ele não apanha o prato da mesa, ou não encontra algo dele mesmo que esteja debaixo do seu nariz, ou até mesmo aquele sonoro arroto. Cometo o erro de pôr a culpa na rotina vez por outra, mas se fosse o caso, os casamentos hoje seriam escassos ou até mesmo inexistentes. No fim das contas, começo a crer que a culpa é minha, pois entrar numa relação séria e duradoura é assumir que grandes mudanças irão acontecer e que a rotina não depende só de mim. E 1. Não sei lidar com mudanças. 2. Não gosto de não controlar tudo. Faço concessões e abro mão de tanto, e sempre espero que ele faça o mesmo, mas no final, me desgasto e sofro porque parece tão mecânico, tão obrigatório. Quero tanto enxergar todos os dias aqueles olhos e aquele sorriso tão (ou mais) lindos desde a primeira vez que os vi, mas às vezes só consigo enxergar monotonia, e pra mim, monotonia é sinal de perigo. Os primeiros sinais de cansaço se evidenciam e faço uma retrospectiva desse álbum chamado Amor para perceber que esse ainda é meu disco favorito. Relembrar alguns refrões, sorrisos e olhares, beijos, e declarações e me dar conta que ainda sei todos de cor, e essa é uma coisa boa. Ainda é Amor.


quarta-feira, 16 de abril de 2014

Bodas de Papel ❤

Quinta passada eu e Artur comemoramos 1 ano de casados. Que ano! Tivemos tantos altos e baixos que toda a paz que houver nesse ano que se iniciou será muito mais que merecida. Nossa comemoração foi em um jantar num restaurante ótimo daqui, a Confraria do Paladar. Sempre vamos lá quando queremos comer frutos do mar, digamos, mais sofisticados.

O pedido da noite foi de entrada bolinhos de camarão com catupiry. Uma delícia! Esqueci de tirar fotos (fuén), mas a porção continha três bolinhos razoavelmente enormes. Para o prato principal escolhemos (esqueci o nome do prato) esses rolinhos de filé de peixe com camarão ao molho agridoce de maracujá.

O prato acompanha Salada Americana, Arroz Branco, Puré de Batata e Farofa.
Ficamos bastante satisfeitos, além de que o atendimento sempre é ótimo, o ambiente é agradável, e o preço é justo. Recomendo!

Feliz Ano Novo para o nosso "Nós". 


terça-feira, 15 de abril de 2014


Algumas postagens precisam de trilha sonora, e essa é uma delas. Dá o play!







clique em "continue lendo" para ler o restante da postagem.




quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Drama Gratuito indica:

Encontrei um canal gastronômico no youtube de uma fofura sem fim, perfeito para recém casadinhos. É o Cozinha para Dois. As receitas são todas muito fáceis de fazer e práticas, o que vem a ser a proposta do canal. Olhem só o vídeo de introdução!


Com certeza vou testar muitas receitinhas em casa.♥

sábado, 13 de abril de 2013

Da Série: Diálogos.

Diálogo entre Marido e Eu;

 - Quando você tem terapia?
[Pausa para explicação: Brasil, eu faço terapia, acho necessário]

- Só quarta que vem. Por que?

- Diga pra sua terapeuta que eu descobri a raiz de todo seu problema.

- Hãããã, foii?

- Tudo começa porque você não sabe abrir e fechar uma gaveta depois. Por conta disso você não consegue concluir nada, e as coisas inacabas se acumulam no seu eu-interior fazendo um grande amotoado de coisas inacabas e isso termina por confundir você.

 - Errr, faz sentido, Marido.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ih, casei! ❤



Como o marido gosta de dizer, nós dois demos sucessivos tapas na cara da sociedade desde o início do nosso relacionamento que resumidamente foi o seguinte: Ele de Parnaíba, eu de Teresina, o vi no facebook de um amigo em comum, achei ele bonitinho, cutuquei ele na esperança de conhecê-lo pessoalmente porque eu iria passar o final de semana seguinte na cidade dele. Cutuquei, ele cutucou de volta, eu tornei a cutucar, ele me adicionou, amor à primeira conversa pelo bate papo do facebook, ou pela primeira conversa ao celular, ou a primeira vista. Não sei, só sei que foi Amor. Primeiro beijo logo após um “prazer em te conhecer pessoalmente” e logo após o primeiro beijo, um “quer namorar comigo?” com um sorriso que até hoje tira meu fôlego. Um mês depois, um pedido de casamento. Três meses depois, passamos a morar juntos, me mudei pra cidade dele. Seis meses depois, nosso “sim”. E esse, com certeza, é só o início de nós dois.

 
Pois bem, demos entrada ao processo de casamento sem sabermos o dia que ele seria realizado, o que dificultaria um pouco a organização de alguma comemoração. Fui empurrando com a barriga sem saber bem o que fazer, até que nos ligaram do cartório na terça dizendo que o casamento seria (pasmem) na quarta. Ok, ok. Sem desespero. A gente casa e depois resolve o que faz. Casamos no fórum, onde foram somente nossos padrinhos e o pai do Artur, e decidimos que no dia 26 faremos a comemoração do casamento junto com meu aniversário que é dia 25. Daí né, que todo mundo sabe que eu sou perfeccionista. Daí né, que todo mundo sabe que eu mesmo sendo uma coisinha, eu sempre tenho que dá meu toque. Daí né, que lá se vai eu pirar numa coisa pequena porque eu quero do meu jeito. Daí né, que vou fazer 25 anos. Ok. Parei. Vou contando da organização nos próximos posts.

Look do Casamento: 
Vestido com Sobreposição da Marisa
Sandália Via Mia

Fiz uma make BAPHO, mas esqueci de fotografar. fuén :(

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Feliz Dois Mil e Sempre.

DoisMileDoze foi um ano "eu", extremo. Saí de um emprego que seria o sonho de nove entre dez meninas. Perdi, por assim dizer, uma amizade valorosa pra mim, mas fortifiquei outra que hoje é o alicerce da minha sanidade. Adquiri cicatrizes interiores e exteriores. Tive inúmeros desamores e encontrei um grande Amor. Tive três empregos, simultaneamente, porque eu tinha planos, muitos planos. Mas doismiledoze me jogou na cara que eu preciso aprender a fazer planos a curto prazo, e realizar esses planos a curto prazo antes de planejar a longo prazo. A duras penas descobri isso. Mas eu já chego nesse ponto. Em doismiledoze eu casei uma grande amiga, aquela ali que citei no começo. E em doismiledoze eu fui pedida em casamento. Quando eu enfim achei que o terreno era plano, o meu sorriso e sonhos, e desejos, e todos meus quereres eram estáveis, veio doismiledoze e todo o sua extremidade de ser mudar tudo. Nos quarentaecinco do segundo tempo, com o jogo ganho, houve uma virada, e que virada. Eu tive que aprender a respirar de novo, e dessa vez, com mais paciência. Eu tive que aprender a não ter o meu filho, meu pedaço de céu, o meu amor maior do mundo todos os dias da minha vida porque agora nós estamos separados por trezentosesessentaecinco dolorosos quilômetros. Eu tive que deixar emprego, me distanciar de amigos queridos, reformular minhas rotinas, sonhar tudo de novo, e novamente, e outra vez. DoisMileDoze me levou ao amargo e ao doce e de volta ao amargo, e mais uma vez ao doce inúmeras vezes. Mas eu fui feliz, e espero que em Dois Mil e Sempre, e todos os dias, eu possa ser ainda mais.
Eu voltei, e espero que de forma mais assídua. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

Amar é sempre pela primeira vez. Já Amei tantas vezes, mas nunca assim. Porque o “assim” de Amar é sempre pela primeira vez. Já Amei mais do que estou amando agora, mas quem sabe, nunca tão assim. Porque o “tão” de Amar, quando é Amor mesmo, é sempre arrebatador e assustador e é pela primeira vez. É sempre com o peito virgem, e assustado, e infantil que Amamos. É sempre com quinze anos, pra sempre, com fome, nus, quentes, segundos antes do segundo que antecede o beijo. O Amor são frases feitas, textos complexos, músicas na madrugada, sorrisos e olhos nos olhos pra dizer que você se sente feliz e que não queria estar naquele momento em nenhum outro lugar. São lembranças de beijos que suportam a insegurança de um primeiro Amor de primeira mão. Porque Amor é bem isso, é eleger alguém pra ser dono do sol de um sorriso estampado na cor de olhos que você não sabe definir. São todos os passeios de domingo, a segurança de uma mão, poder contar, poder amar, querer bem, querer, Amar, ter de novo 15 anos.


(Voltei, crianças. )