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quarta-feira, 21 de maio de 2014

A violência que é o meu Amor.

Título Alternativo: 8 ou 80.

Eu não sei ser um meio termo, fui feita de intensidade, de extremos, de sorrisos inteiros e amores arrebatadores. Isso que me move, isso que me mantém viva. Chego a padecer em um Amor morno, em um meio Amor (se é que isso existe), em um algo que não me traz adrenalina em amar. Lembro das inúmeras vezes que pedi por um Amor Tranquilo, mal sabendo eu que esse tipo de Amor não me satisfaz. Eu preciso de desafios, todos os dias. Sou viciada nos primeiros dias de Amor, e não suporto quando os olhos se encontram, mas não há mais faísca, brilho, luz. Amor pra mim precisa arder, precisa tomar o peito e deslumbrar como se nada na vida tivesse valido a pena até aquele momento, aquele momento em que você vê um sol inteiro em um sorriso inteiro de um amor inteiro. Pra mim, Amor precisa ser uma doença grave.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

15 verdades sobre o casamento.

Quando casei a primeira vez (o famoso “me amiguei”) achava que o casamento era o elo mais lindo que duas pessoas poderiam ter, pois envolvia cumplicidade, amor, dedicação, esmero, e uma dose excessiva de amizade. A maior prova que eu não sabia de nada: Me separei. Bem, casei uma segunda vez (dessa vez como manda os conformes) e achei que já sabia de algumas coisas essenciais para um bom casamento, afinal a gente aprende muito mais com os erros do que com os acertos, certo? Errado. Aliás, há um meio termo, o fato é que já ter saído de um casamento e entrado em outro não me fez alguém mais experiente, e ainda me pego me surpreendendo com umas coisinhas.

Coisinha Nº 01: Não adianta, ele não vai mudar. E principalmente, ele não vai mudar porque você quer que ele mude. Pode inventar drama, choro, raiva, acesso de raiva. Não adianta.

Coisinha Nº 02: Pode ser que você nem esteja com vontade, mas ele tá, e a gente tá ali na cama, então tá né, bora lá, ruim é que não é. Agora queira você em um momento que ele não queira. Você lembrará que a duchinha é sua melhor melhor- amiga desde sua adolescência. Amor verdadeiro e eterno. Sério.

Coisinha Nº 03: Lembra quando ele ria porque bipolaridade era engraçada? Quando deixa de ser engraçado pra ele, você virá imediatamente neurastênica de patente maior ao ver dele.

Coisinha Nº 04: O celular dele é seu maior rival e arqui-inimigo.

Coisinha Nº 05: Você vai chorar muito. E por muito e por pouco. Casar não vai te aliviar dos litros e litros de lágrimas.

Coisinha Nº 06: Existem momentos que é insuportável a presença dele, mas você não dirá para não magoa-lo. Existem momentos que é insuportável a sua presença, e ele não hesitará meio segundo par afirmar isso a você.

Coisinha Nº 07: Para o bem ou para o mal, tudo que vem, volta.

Coisinha Nº 08: Ciúme não melhora com o tempo.

Coisinha Nº 09: Os momentos espontâneos são aqueles que você vai guardar mesmo depois do fim.

Coisinha Nº 10: Na cabeça dele se eu já sei, não precisa reafirmar. Na minha cabeça, eu não sei, nunca sei, diz mais uma vez.

Coisinha Nº 11: Ele ama com o cérebro, eu sempre vou amar com o coração.

Coisinha Nº 12: Idealizar é pedir pra se decepcionar.

Coisinha Nº 13: Aquelas 793 fotos de ninfetas nuas que não tem juízo e caiem na net que estão no celular dele ferem o seu ego. Mas o importante é a masculinidade estar intacta.

Coisinha Nº 14: Se queixe para quem pode resolver o seu problema, o coitado da limpeza não tem nada a ver.

Coisinha Nº 15: Aquela coisa linda de “as metades da laranja” é lorota. Precisa ser dois inteiros, duas metades não fazem a coisa funcionar.

Da série: Coisinhas verdadeiras que vez por outra a gente precisa contextualizar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Algumas palavras estão muito desgastadas. E eu culpo a Xuxa, pois ela trouxe o verbo amar pra banalidade. Quando eu tinha meus dozeanos e ela estava em alta, o auditório gritava “Xuxa, eu te amo!” A partir daí, todo mundo ama todo mundo, chama todo mundo de “amor”, “amada” e então aprendi que nada mais é apenas ruim, não se desgosta de alguma coisa hoje. A gente “odeia”. Você não diz “Eu não gosto de quiabo“. Diz-se “Odeio quiabo“. E quando cumprimentamos virtual e publicamente alguém que não vemos desde o jardim de infância e que se não vissemos nunca mais, nem mesmo lembraríamos que existia, dizemos: “Oi fulana, saudades!” Saudade é o caralho de asa. Quando a gente está relativamente perto de alguém, perto o bastante para um almoço no próximo mês e não realizamos esse encontro, isso não é saudade. A gente poderia dizer: “Oi fulana, se der, um dia a gente se esbarra por aí e coloca o assunto em dia (e se não rolar, não vai fazer muita diferença).” E quando dizem que a gente vai um dia sentir aquela “saudade gostosa”. Isso não existe. A gente pode ter uma lembrança agradável, engraçada, delicinha até, mas “saudade gostosa” não tem. Saudade doi. Não se resolve, é frustrante, desgastante, inútil, improdutiva e dolorosa. Dizem que só em português existe essa palavra, mas acho que o que usa em inglês por exemplo é muito mais indicado nas situações cotidianas: “Oi fulana, I miss you“. Eu sinto falta de você. Mas saudade em si, não tem graça.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Micro Postagem.



O Amor acontece pra gente todos os dias em que o despertador nos acorda ao som de “A letra A” e termina com você do lado direito da nossa cama, e do lado esquerdo do meu peito. E assim se estabeleceu a rotina dos nossos dias com o nosso “círculo vicioso e interminável que é a reciprocidade dos nossos sorrisos”.








segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Saudade é, sem dúvidas, a dor mais dolorida. Não há analgésico, chá, nada na farmácia ou na venda da esquina que possa curá-la. Às vezes um carinho, um abraço, um dedo que segure aquela lágrima que insiste em percorrer o rosto pode até vir a amenizar, mas não cura. Eu descobri que Saudade tem quatro letras, e um milhão de dores. A dor de não saber se ele já escova os dentinhos sozinho, a dor de não saber se o cereal preferido ainda é do Ben10, a dor de não estar lá quando ele cortou o cabelo pela última vez, se ele ainda dorme nos mesmo horários de antes, se ainda acorda naquele mal humorzinho herdado de mim e pede por nescau com leite e colinho. A dor imensa de não ouvir o som lindo do seu sorriso, e de não ter ele por perto pra sentir o melhor cheirinho de pescoço do mundo. De não estar lá pra acalmar o seu choro, de escutar “mamãe” junto com um abraço que faz um mundo inteiro parar. Saudade é uma dor fina, aguda e contínua do lado esquerdo do peito, é a tristeza de uma ausência que não passa nem mesmo quando a gente o vê pela webcam e ele está lá lindo, com aquele sorriso que tem um sol, com aqueles olhinhos tão meus. Saudade é não saber lidar com os dias que ficaram imensos e sem expectativa de chegar em casa, e receber a melhor recepção do mundo depois de um dia de trabalho, não saber o que fazer com o tempo vago, não saber frear as lágrimas e o soluço, não saber como aguentar a dor de um vazio silencioso que nada preenche. Saudade tem quatro letras, pouco menos de um metro e 365km de distância.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Feliz Dois Mil e Sempre.

DoisMileDoze foi um ano "eu", extremo. Saí de um emprego que seria o sonho de nove entre dez meninas. Perdi, por assim dizer, uma amizade valorosa pra mim, mas fortifiquei outra que hoje é o alicerce da minha sanidade. Adquiri cicatrizes interiores e exteriores. Tive inúmeros desamores e encontrei um grande Amor. Tive três empregos, simultaneamente, porque eu tinha planos, muitos planos. Mas doismiledoze me jogou na cara que eu preciso aprender a fazer planos a curto prazo, e realizar esses planos a curto prazo antes de planejar a longo prazo. A duras penas descobri isso. Mas eu já chego nesse ponto. Em doismiledoze eu casei uma grande amiga, aquela ali que citei no começo. E em doismiledoze eu fui pedida em casamento. Quando eu enfim achei que o terreno era plano, o meu sorriso e sonhos, e desejos, e todos meus quereres eram estáveis, veio doismiledoze e todo o sua extremidade de ser mudar tudo. Nos quarentaecinco do segundo tempo, com o jogo ganho, houve uma virada, e que virada. Eu tive que aprender a respirar de novo, e dessa vez, com mais paciência. Eu tive que aprender a não ter o meu filho, meu pedaço de céu, o meu amor maior do mundo todos os dias da minha vida porque agora nós estamos separados por trezentosesessentaecinco dolorosos quilômetros. Eu tive que deixar emprego, me distanciar de amigos queridos, reformular minhas rotinas, sonhar tudo de novo, e novamente, e outra vez. DoisMileDoze me levou ao amargo e ao doce e de volta ao amargo, e mais uma vez ao doce inúmeras vezes. Mas eu fui feliz, e espero que em Dois Mil e Sempre, e todos os dias, eu possa ser ainda mais.
Eu voltei, e espero que de forma mais assídua.